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A Verdade sobre Aisha

27/07/2009


Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

A comunidade muçulmana no Brasil se sente perseguida e discriminada por grande parte dos veículos de comunicação brasileira. Por falta de conhecimento sobre nossa religião, infelizmente, muitas pessoas tentam difamar a personalidade do Profeta Muhammad (SAAS) por causa de seu casamento com Aisha, muitos anos mais velho que ela.

Atualmente, um homem com mais de 50 anos casar-se com uma jovem no início de sua puberdade, pode ser polêmico. Mas, vale lembrar e ressaltar que na época do Profeta este era um costume comum, não só nos países árabes como em todas as civilizações dos cinco continentes. E, este costume se deu até por pouco tempo atrás.

Se os jornalistas voltarem no tempo, apenas um século, verão que era normal as mulheres se casarem cedo. A maior prova disso é quando encontramos nos livros de história muitos casamentos realizados dessa mesma forma, entre Reis e Rainhas. A própria Bíblia relata que a virgem Maria, mãe de nosso querido profeta Jesus, era noiva de José, muitos anos mais velho que ela. Por que, então, a imprensa volta 14 séculos e lançam em suas manchetes: “entre os amores de Maomé havia uma criança de 12 anos”?

O casamento do Profeta com Aisha, que era a única jovem com quem se casou, tem um objetivo muito maior do que um simples casamento. Aisha tornou-se uma das mais importantes fontes de conhecimento a respeito do Islam. Devido a sua juventude, ela foi responsável em relatar mais de 2000 ditos do Profeta e tornou-se uma grande conselheira durante e após a morte do Profeta Muhmamad. Aisha ainda viveu mais de 40 anos após a morte deste e serviu com uma das principais referências no ensino da religião aos jovens e às mulheres.

Em momento algum encontramos a imprensa veiculando que o primeiro casamento do Profeta Muhmamad foi com a Kadija, 15 anos mais velha que ele, com quem teve seus seis filhos.

Todo isso demonstra que nós, muçulmanos, não tratamos a mulher em grau secundário. Pelo contrário, nunca houve nenhum problema no fato de uma mulher narrar a biografia do Profeta Muhammad e a prova disso são os relatos feitos por sua própria esposa, Aisha. Nosso maior problema é quando a imprensa e, conseqüentemente, os jornalistas e escritores, não sabem a diferença entre a liberdade de expressão e a calúnia ou a difamação. Todo mundo é livre para criticar e expressar seu pensamento do seu jeito, mas ninguém tem o direito de, em nome da liberdade de expressão, falsificar fatos históricos comprovados, denegrir personagens sagradas ou difamar uma religião e seus respectivos seguidores.


Abdul Nasser El Rafei
Presidente





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