Obama Denuncia 'Assassinato Ultrajante' de Três Muçulmanos Norte-americanos

18/02/2015
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na sexta-feira descreveu a morte de três jovens muçulmanos assassinados a tiros na Carolina do Norte, esta semana, como "assassinatos brutais e ultrajantes" e disse que ninguém nos Estados Unidos deve ser alvo por causa de sua religião.
 
 
 
A declaração do presidente veio junto com a declaração do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em se juntar à investigação preliminar do FBI para determinar se o homem acusado no tiroteio Chapel Hill, na terça-feira, quebrou todas as leis federais, incluindo leis de crime de ódio.
 
"Ninguém nos Estados Unidos da América deve ser visado pelo que é, pelo que parece ser, ou pela fé que professa", disse Obama em um comunicado oferecendo suas condolências às famílias das vítimas.
 
As famílias pediram a Obama para insistir que as autoridades federais investigassem se o suspeito de assassinato, o estudante de assistência jurídica de 46 anos, Craig Stephen Hicks, foi motivado por ódio contra as vítimas porque eram muçulmanos.
 
A polícia apreendeu mais de uma dúzia de armas de fogo e uma grande quantidade de munição na casa de Hicks, de acordo com o que foi relatodo pela WRAL-TV, na sexta-feira.
 
Os recém-casados Deah Shaddy Barakat, 23 anos, estudante de odontologia  na Universidade da Carolina do Norte, sua esposa, Yusor Mohammad Abu-Salha, 21 anos e sua irmã, Razan Mohammad Abu-Salha, 19anos, também estudante da Universidade Estadual da Carolina do Norte foram mortos em um condomínio a cerca de três quilômetros do campus da UNC.
 
De acordo com os mandados, um amigo das vítimas parou polícia e os direcionou ao condomínio onde as autoridades encontraram Barakat morto com a cabeça sangrando na porta da frente. Uma das irmãs foi encontrada na cozinha e outra na porta, de acordo com a WRAL-TV.
 
 
 
CRÍTICA DA TURQUIA
 
Na quinta-feira, o presidente turco Tayyip Erdogan criticou Obama e outros líderes norte-americanos por o seu silêncio sobre o incidente, o que tem atraído a atenção internacional e deixou alguns muçulmanos preocupados com a sua segurança.
 
O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na sexta-feira elogiou as três vítimas, que estavam todos envolvidos no trabalho de ajuda humanitária, representando os melhores valores de cidadania global e disse que estava profundamente comovido com a cena de milhares de pessoas chorando seus mortos.
 
Uma porta-voz do Departamento de Justiça disse que a Divisão de Direitos Civis e o Procurador do Gabinete dos EUA para o Distrito Médio da Carolina do Norte iriam participar do inquérito no caso que o FBI anunciou ontem à noite.
 
Advogados muçulmanos disseram, na sexta-feira, que os inquéritos são um primeiro passo fundamental para a investigação federal completa do que estão procurando.
 
Em uma investigação separada, a polícia local citou uma disputa de Hicks pelo estacionamento como motivo do crime, mas disse que também estavam investigando se o ódio religioso desempenhou algum papel no caso.
 
Vizinhos disseram que Hicks postou mensagens anti-religião e a foto de uma arma, que dizia lhe pertencer em sua página no Facebook, Hicks era conhecido na vizinhança do condomínio por ser propenso a se irritar facilmente com problemas de estacionamento e barulho.
 
Mohammad Abu-Salha, o pai das duas moças vítimas do assassinato disse à CNN que sua filha Yusor contou-lhe que Hicks a fez se sentir desconfortável depois que ela se mudou para um apartamento vizinho, com seu marido.
 
Segundo a CNN, a filha de Abu-Salha lhe havia dito: "Papai, eu acho que ele nos odeia por quem nós somos".
 
 
 
Fonte: World Bulletin


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