Investigação Federal sobre o Assassinato dos Estudantes Muçulmanos tem Início

18/02/2015
"As circustâncias envolvidas neste incidente ... garantem uma investigação federal sobre crime de ódio", os grupos, representando as comunidades muçulmana, árabe, judia, sikh e sul asiática na América, entre outras, disseram em carta enviada ao Procurador Geral, Eric Holder.
 
O Presidente Obama, na sexta-feira, condenou o assassinato dos três jovens muçulmanos na Carolina do Norte, enquanto investigadores federais disseram ter iniciado um inquérito para apurar se as mortes de terça-feira foram causadas por crime de ódio.
 
"Ninguém nos Estados Unidos deveria ser alvejado por causa de sua identidade, sua aparência ou de sua forma de culto", o presidente disse em uma declaração emitida pela Casa Branca. "Como vimos com a numerosa presença no funeral desses jovens americanos, nós somos todos uma família americana".
 
Os comentários de Obama, ao mesmo tempo que os procuradoes federais do FBI e o Departamento de Justiça anunciaram que investigariam as mortes, foram resultado de uma crescente pressão de grupos muçulmanos por todo o país, e pelo mundo, que reclamaram da falta de atenção dada a este caso.
 
Depois da declaração de Obama, investigadores revelaram num mandado de vistoria que eles encontraram ao menos doze armas de fogo - inclusive pistolas, espingardas, rifles e uma Bushmaster AR-15 preta - no apartamento de Hick, localizado no mesmo prédio que morava o casal assasinado. As autoridades também encontraram uma extensa coleção de munição, coldres, bainhas e escopos. Muitas das armas, incluindo a AR-15, ainda estavam complatamente carragedas. Outras, como uma pistola Sig Sauer 22, estavam vazias. Foram apreendidos ainda dois discos rígidos, uma câmera e três celulares.
 
Deah Barakat, 23, sua esposa Yusor Mohammad Abu-Salha, 21, e a irmã dela, Razan Mohammad Abu-Salha, 19, foram assassinados a tiros na quinta-feir em sua casa, em Chapel Hill. 
 
A polícia local prendeu seu vizinho, Craig Stephen Hicks, com três acusações de assassinato de primeiro grau.
 
O incidente ocorreu "no contexto de um perturbador aumento de uma ameaçadora retórica e atividades anti-Islam", diz a carta. "Liderança federal é necessária neste caso para mandar uma forte mensagem ao público de que atos de violência como esse não tem lugar na sociedade civil e serão processados em toda a extensão da lei".
 
O FBI anunciou na quinta-feira que lançou "uma investigação paralela premilinar para determinar se leis federais foram ou não violadas em relação ao caso".
 
O incidente e o tratamento sobre ele também tem atraído indignação internacional, tendo o Presidente turco Recep Tayyip Edogan criticado o governo americano por não ter feito nenhuma declaração sobre os assassinatos.


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