05/02/2010

Muro de Berlim mal havia caído quando arquitetos se reuniram na capital alemã, a fim de planejar o futuro da Ilha dos Museus, localizada no centro da cidade e composta de cinco museus distintos.
Ao mapear cuidadosamente o espaço, eles chegaram à conclusão de que o Museu de Arte Islâmica, até então parte do Museu de Pérgamo desde 1932, deveria ser expandido. A ideia era deslocar essa coleção para a ala norte do complexo arquitetônico, criar uma entrada própria e disponibilizar um espaço de exposição de 3 mil metros quadrados.
O que esses arquitetos naquele momento não sabiam é que, quando a expansão do museu entrasse realmente na fase de realização, ela iria ser conduzida por um jovem e ambicioso diretor, cheio de novas ideias, Stefan Weber.
Para Weber, o novo espaço não é somente uma ótima oportunidade de reconceituar a arte islâmica e a arqueologia, mas também de se perguntar qual seria o público alvo do museu. "Essa é uma coisa da qual não se falou muito no passado. Nossa visão de museu não é somente aquela de servir a especialistas e estudantes, mas sim de atrair novos tipos de público", diz ele.
Tirar proveito do interesse crescente pela cultura islâmica é também o objetivo de Stefan Weber. "Não há nenhum espaço público para a cultura elevada, onde os muçulmanos que vivem no país sejam convidados e possam perceber que uma instituição pública está cuidando de sua cultura. Do ponto de vista psicológico, é de tremenda importância dizer que damos valor à herança deles, algo que somente nossa instituição poderá fazer na Alemanha", observa Weber.
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