05/02/2010

Segundo o Conselho Científico, o mais importante grêmio consultivo político-científico da Alemanha quer que algumas universidades do país passem a formar professores de religião islâmica e sacerdotes muçulmanos. O órgão recomenda que o governo federal e os estados alemães criem dois a três departamentos universitários que ofereçam Estudos Islâmicos como carreira.
O grêmio discutiu o tema em Berlim e apresentou sugestões para o desenvolvimento de estudos teológicos em instituições alemãs de ensino superior. Os estudos islâmicos não têm tradição em universidades alemãs, realidade que não condiz com a importância dos muçulmanos, a maior comunidade religiosa não cristã do país, logo o Conselho Científico considera importante reverter essa discrepância.
Na Alemanha deverá crescer nos próximos anos a demanda por professores de religião islâmica. De acordo com o conselho, hoje as escolas alemãs têm cerca de 700 mil alunos muçulmanos matriculados. Caso se decida introduzir aulas de educação religiosa islâmica no ensino médio alemão, serão necessários cerca de 2 mil profissionais para a função. Atualmente, os sacerdotes muçulmanos provêm em grande parte do exterior.
Segundo a proposta, os novos institutos devem formar não apenas sacerdotes e professores de islamismo para o ensino religioso escolar, mas também pesquisadores do islã e especialistas para o trabalho social e comunitário.
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