30/11/2009

O grande mufti da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Abdala al-Sheikh, lembrou aos muçulmanos que o terrorismo não é apoiado pelo Islã e qualificou de "malvadas" as missões suicidas cometidas em nome da religião. A mensagem do xeque fez parte do sermão antes das orações das 12h, no segundo dia dos rituais anuais da peregrinação a Meca ("Hajj"), com a participação de cerca de 2,5 milhões de pessoas este ano, segundo as autoridades sauditas. O grande mufti pronunciou seu sermão na mesquita de Namira, aos pés do Monte Arafat, o lugar onde o profeta Maomé pronunciou seu último sermão e que fica a cerca de 20 quilômetros ao sudeste de Meca. "O terrorismo é um problema internacional (...). O dever do muçulmano é se opor a isso", afirmou o xeque em uma das sacadas da mesquita, cuja esplanada ocupa uma área de 110 mil metros quadrados e pode receber cerca de 300 mil fiéis.
O mufti saudita disse que os responsáveis por cometer as "malvadas" missões suicidas em nome do Islã "não recebem o apoio de Alá nem do Islã", e alertou os que promovem a destruição "em nome do sectarismo". Em seu sermão, o xeque criticou também a "magia negra" e os bruxos que dizem seguir os princípios islâmicos, e também os efeitos que as drogas estão causando entre a juventude muçulmana. "As drogas destroem a nação do Islã", disse. Também lamentou, em seu discurso, que alguns países muçulmanos questionem a legitimidade de que a mulheres usem véu. O sermão do mufti foi o momento-chave nos dias mais importantes da peregrinação a Meca, que, em diversos períodos, é feita em um corredor que ligam a cidade e o Monte Arafat.
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